quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O saldo final de tudo foi mais positivo que mil divãs...

Fui, andei, voei, corri.

E voltei.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Só pela metade.

Eu dou um suspiro bem grande, e a respiração fica presa no peito.
Não consigo mais respirar tão fundo quanto antes. Um peixe correndo na corrente marinha que é rápida, muito rápida.

Minha respiração vai só até a metade. Esqueci como fazia.

Como era? Ei, você pode me dizer?

E tem tanto ar à minha volta!!!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Você sabe que todas as palavras moram em uma cabaninha, bem aqui dentro do peito? É, elas moram.

Acho que saem quando têm vontade, e agora, bem, agora está muito frio pra isso.

Um senhor do prédio, no elevador, perguntou de onde eu era."De Curitiba não podia ser, que os curitibanos nem olham na cara da gente." Colega meu da pós disse que tenho a 'alma baiana', por conversar com pessoas nas ruas, nas cantinas, nas bibliotecas, nos pontos de ônibus.

Por aqui os 'descolados' ou seja lá o nome que se dê a eles, tomaram conta do espaço. São pessoas com um layou bem parecido. Mesmo estilo de roupa, tênis diferentes, cara 'blasê', penteados chamativos e a expressão 'nem te ligo'.

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Em São Paulo, mais do que aqui, não há tempo para olhar para o lado. Havia uma rua inteira, bem da grande, cheia de lojas de roupas boas e baratas. Gente saindo por todo lado, etiquetas com preços vistosos e homens anunciando "calças jeans, temos provador", como se provador fosse luxo.
Mas olha, mais do que roupas e preços baixos, havia dois cachorros mortos de fome e magros na calçada. Pense em um cenário todo da mesma cor. Suponha... azul. E pontos vermelhos que piscam e piscam. Pras outras pessoas eram as roupas os pontos brilhantes. Pra mim, os cachorros. Foi grande o mal estar quando segui em frente sem nada fazer. Nada, nada, nada.
Nada.
Nada. Percebe?
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Então, lá em São Paulo houve o trabalho em uma feira de tecnologia com empresários de terno e gravata. Sorrisos, explicação sobre a empresa, apresentação dos produtos, e, quem diria, despertei meu tino comercial. Ok, não nasci pra isso e me pego dando risada durante os treinamentos motivacionais para vendedores. Mas a aprendizagem existe, e tem sido maior do que qualquer outra coisa que se possa chamar de chata.
Ainda em São Paulo houve: amigos, avenida Paulista grande demais para o meu cansaço.
Houve outros dias após tudo isso, mas acabou o tempo, na mesma medida em que a paciência.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Amanhecer

A primeira música desse disco me faz ver uma manhã de sol.

É preciso falar. Há centenas de ótimas ideias e fico pensando que se eu me obrigar a parar dez minutos por dia (de noite) aqui na frente do computador, muita coisa interessante pode ser criada.

Tudo ainda é muito novo, toda manhã percebo detalhes nas ruas que antes não tinha visto. Houve cinco semanas de uma vida difrentes da de antes. Houve o novo emprego e as novas pessoas dessa rotina. Houve o fim de semana cheio de sorrisos. As horas foram preenchidas e essa é minha maior alegria.

E essa é a terceira semana de uma nova função em uma empresa. E tudo o que 'aprendi' em uma matéria da faculdade chamada 'Assessoria de Imprensa' não passava de um grande engano. É tão mais divertido que aquilo! Tem aprendizado todo dia, o que só mostra que pode ser tão sem rotina quanto em uma redação de jornal.

Quando eu olho pra todos os desejos feitos há pouco tempo, me assusto. Eu era somente pedidos de que as coisas se acertassem, que as chances existissem de fato. Constantemente me surpreendo com meus planos de mudar aqui e ali, conseguir chegar no próximo degrau - me surpreendo porque em 90% dos casos eles dão certo. Sabe?

Não tenho absolutamente nada para reclamar, sobre nenhum aspecto do que vivo hoje. Ah, tenho. Convivo com a distância de pessoas e bichinhos que tanto amo. E não é pouca coisa: um namorado/noivo/etc, seis cachorros, um gato, mãe, irmãs. Mas se a distância dessas pessoas - fisicamente -, é grande, a proximidade com meu pai é enorme. Nessas semanas aqui em Curitiba passei a conversar muito mais com ele, compartilhar ideias, pedir ajuda. Ele diz que gosta disso também, então já tenho minha recompensa.

Não sobra dinheiro pra bobagens, é verdade, mas dá pra viver com alegria. E, no fim, é só isso que a gente busca. Porque o tempo não passa em vão se plantamos, dia a dia, uma sementinha.

domingo, 8 de março de 2009

Somente caneta preta e de material transparente


São quatro restaurantes vegetarianos em três quadras. Um tinha de prestar. E prestou. No mesmo lugar, de noite, tem buffet de pizza, de sorvete e de sopa, por preço módico. Sobre a panela tem um papelzinho: Sopa Canja. 

Hoje foram quatro horas de prova - que passaram tranquilamente - um real de ônibus, uma apresentação bonita do Grupo Musical Divina Luz e a notícia de que o cano estourou no 703 e estamos sem água. O porteiro assusta: "agora acho que só amanhã mesmo". 

Agora, só amanhã.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Reflexos da impressão

É como se a vida toda fosse o Castelo dos Espelhos. As impressões sobre o mesmo objeto mudam daqui prali, com mais luz ou menos. Crescem de maneira desproporcional e assustadora, tomam forma de monstros quando não passam de galhos batendo à sua janela com o vento.

As impressões se transformam periodicamente. Elas não têm data para mudar de cor, mas o fazem, sim, senhora.

Se me falam sobre um local que não conheço, que nunca vi, coloco-me a imaginar canto por canto. Imagino como é a cozinha da casa da frente, como terá ficado depois que o novo vizinho chegou com seus móveis e rancores. E se depois de algum tempo conheço o espaço, lá se vai todo o projeto pensado, sem nenhum tipo de consideração com o trabalho que deu imaginar lado a lado.

A ideia que faço das pessoas quando as encontro pela primeira vez invariavelmente se desfaz, bastando uma xícara de chocolate e boa conversa. Não é raro defini-las, em minha cabeça, com adjetivos bons ou ruins. Expectativas e até julgamentos, por pior que seja admitir. Como um desenho feito com carvão, rascunho a imagem que tenho sobre cada um à minha volta. E crio um painel imaginário com rostos e jeitos, características que coloco porque eu, mesmo que sozinha, acho que ali existam. Dali a pouco tempo vem a pessoa, se aproxima e lá vou eu, ter de apagar um pedacinho do desenho e reconstruir. Opa, não era assim, o tom é mais vinho do que vermelho. Acabo dividindo pessoas em compartimentos, gavetas com determinado conteúdo. Justo, claro, não é.

Talvez seja necessário olhar dessa forma para enxergar reflexos do que gosto e não gosto, do que rejeito nos outros e evito em mim. Tenho centenas de post-its colados no mural imaginário. “Vitimização: não”; “tolerância:sim”, “vida saudável: em busca”. Por procurar reflexos e comparações é que gosto muito de viver no meio de gente, muita gente. É odioso acordar às sete da manhã, sair pra caminhar e encontrar três gatos pingados subindo a rua. Tudo bem - é domingo, mas e aí, onde a vida se esconde? Gosto do ritmo rápido das metrópoles, ainda que com todos os problemas. Há sempre o ir e vir, espaços preenchidos, necessidade de dar o passo para empurrar a vida. Por aqui, cidade pequena (ainda que digam ser ‘média’), durmo mais. Não há atração, sentido, vários sentidos ao mesmo tempo, e sim só uma direção. A ida e a volta são pela mesma via. Sem pista de escape.

Como toda impressão, essa também é mutável. É igual viver dez anos no mesmo local e depois trocá-lo por outro, distante. Quando se volta, não é o local de antes que permanece o mesmo, mas a gente que mudou de forma significativa. Tive algumas experiências assim. Voltar depois de anos. Olha, ainda tem cacos de vidros no muro daquela casa. E ali do outro lado, dona Nice continua a cuidar dos seus dezesseis gatos. A rua parece tão pequena! Como eu corria tanto em tão pouco espaço? E ainda parecia haver um horizonte inteiro a se desvendar! O espaço acaba sendo, na impressão atual, pequeno. Ou é a gente que cresce tanto tanto a ponto de só caber, agora, nesse lugar daqui. Até crescer, crescer...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Migrar

De para cá foi só acresentar um 'o' no título e endereço. Contando os quase cinco anos por lá e o extinto pintcher.blogger.com.br (escrito errado mesmo), iniciado em 2001, seriam oito anos de textos e mais textos. Com ou sem leitores. De maneira aleatória. A freqüência de posts caiu consideravelmente, mas o tamanho de cada texto aumentou. Agora chega que acaba virando análise de conteúdo.

Cá estou.

E basta.