São quatro restaurantes vegetarianos em três quadras. Um tinha de prestar. E prestou. No mesmo lugar, de noite, tem buffet de pizza, de sorvete e de sopa, por preço módico. Sobre a panela tem um papelzinho: Sopa Canja.
Hoje foram quatro horas de prova - que passaram tranquilamente - um real de ônibus, uma apresentação bonita do Grupo Musical Divina Luz e a notícia de que o cano estourou no 703 e estamos sem água. O porteiro assusta: "agora acho que só amanhã mesmo".
Agora, só amanhã.
Tenho uma boa para você, muito boa. Boa mesmo! Chego em casa. No quintal, um grito. Um grito triste, desesperado. Um grito de morte. Saio à procura do grito, da suposta aflição. Na janela da vizinha as cortinas, ao sopro da brisa, dançam incessantemente. Procuro, indago o grito que rasga a noite. De pronto, pingos de ouro oscilam neste leve marulhar de gritos. Puxo, então, a enxada que repousa na parede. O grito se mexe. Aguardo... E certeiro, dou o golpe, o golpe fatal, rachando-lhe pensamentos. Debruçado sobre o chão e em seu coágulo de angústia e dor, o corpo. Minutos depois outro grito. Um grito revolto. Era a vizinha, a vizinha em sua lancinante turbulência... E eu, eu matara, num golpe só, com a enxada, o gato da vizinha.
ResponderExcluirTriste, não? Aconteceu comigo...
Poutz, que lugar mais alternativo!
ResponderExcluirGi, voltei com o blog, tchararam (:
Um real de ônibus? Ai, que inveja! E quatro restaurantes vegetarianos em três quadras? Poxa, onde você mora? Acho que tô no lugar errado.
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