A primeira música desse disco me faz ver uma manhã de sol.
É preciso falar. Há centenas de ótimas ideias e fico pensando que se eu me obrigar a parar dez minutos por dia (de noite) aqui na frente do computador, muita coisa interessante pode ser criada.
Tudo ainda é muito novo, toda manhã percebo detalhes nas ruas que antes não tinha visto. Houve cinco semanas de uma vida difrentes da de antes. Houve o novo emprego e as novas pessoas dessa rotina. Houve o fim de semana cheio de sorrisos. As horas foram preenchidas e essa é minha maior alegria.
E essa é a terceira semana de uma nova função em uma empresa. E tudo o que 'aprendi' em uma matéria da faculdade chamada 'Assessoria de Imprensa' não passava de um grande engano. É tão mais divertido que aquilo! Tem aprendizado todo dia, o que só mostra que pode ser tão sem rotina quanto em uma redação de jornal.
Quando eu olho pra todos os desejos feitos há pouco tempo, me assusto. Eu era somente pedidos de que as coisas se acertassem, que as chances existissem de fato. Constantemente me surpreendo com meus planos de mudar aqui e ali, conseguir chegar no próximo degrau - me surpreendo porque em 90% dos casos eles dão certo. Sabe?
Não tenho absolutamente nada para reclamar, sobre nenhum aspecto do que vivo hoje. Ah, tenho. Convivo com a distância de pessoas e bichinhos que tanto amo. E não é pouca coisa: um namorado/noivo/etc, seis cachorros, um gato, mãe, irmãs. Mas se a distância dessas pessoas - fisicamente -, é grande, a proximidade com meu pai é enorme. Nessas semanas aqui em Curitiba passei a conversar muito mais com ele, compartilhar ideias, pedir ajuda. Ele diz que gosta disso também, então já tenho minha recompensa.
Não sobra dinheiro pra bobagens, é verdade, mas dá pra viver com alegria. E, no fim, é só isso que a gente busca. Porque o tempo não passa em vão se plantamos, dia a dia, uma sementinha.
terça-feira, 7 de abril de 2009
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